top of page

Aonde me perdi e quando foi que me encontrei?

Por muitos anos nessa jornada maluca, incrivelmente e inebriante chamada vida pensei que não iria jamais um dia me encontrar. A autocobrança, os auto-comparativos e o medo de expressar minha visão de mundo foram e até a pouco tempo o motivo central da barreira que criei para me armar de uma autodefesa para não me abrir para ao mundo, consequentemente deixar de viver experiências e conhecer pessoas.


Tive medo de conhecer e expor meus pensamentos, sentimentos e ideais, externar o que estava internamente por julgamento alheios era uma tortura e autopunição de "porque falei" e "será que magoei" ou "fui evasiva demais", por fim depois de tanto esquentar os miolos com questões que hoje já são tão simples e bem resolvida, mas que na época sempre resultava em eu acabar anulando quem eu sou para satisfazer aos outros. A busca incessante por fazer os outros felizes e agradar a todos fez com que por tantos anos, eu me perdesse dentro de mim.


Após me internalizar e ter uma conversa comigo mais intima com o meu "eu interior", foi aí nesse momento "quando me achei", nesse momento pensei como eu te esqueci por tanto tempo aí dentro mulher!


Durante a juventude eu não me encaixei em nenhum "padrão pré-estabelecido", não tinha uma "tribo" era como um "nômade social" ou "camaleão" que se adaptava ao meio, mas pensava por que isso logo comigo? Por que não sou como as outras garotas ?


Hoje eu já sei responder claramente, posso dizer com convicção que o porque não tinha a maturidade de aceitar a Beatriz como ela era e é. Mais aos 25 anos eu me encontrei e "antes tarde do que nunca", como diz o ditado popular, mas vamos redefinir esse contexto para "TUDO TEM SEU TEMPO CERTO". Sempre tinha o desejo de me "encaixar dentro de um grupo", porque não era "popular, geek, alternativa, patricinha, skatista ou roqueira" eu era apenas eu.

Autêntica via a vida com um olhar singular, uma opinião própria e um posicionamento controlador e protetor de me colocar a frente de tudo com o errôneo pensamento que assim iria proteger a todos, com um toque da inocência adolescente de ver um mundo mais tão drasticamente intenso, que era o famoso 8 ou 80, ou me ame ou odeie, o mundo era totalmente colorido ou extremamente preto e branco e para somar tudo isso com um toque de drama que me é natural. Esse drama e somatórias desilusões juvenis é resultado de como dizia Raul Seixas "ser uma metamorfose ambulante". O equívoco já começava com para eu os outros sempre eram melhores sempre, resultado de uma baixa-estima alimentada por uma insegurança e medo de assumir minha própria identidade e perspectiva da vida.


Somente 10 anos depois de todo esse turbilhão de hormônios e comparativos gerados por uma geração que foi introduzida a internet cedo demais e sem conhecimento ou maturidade emocional e sentimental suficiente para lidar com um mundo tão plural, rápido e de obsolescência instantânea de amizades e curtidas e o doloroso cancelamento.


Afinal estamos falando de uma pessoa que é dos anos 90, viu o Orkut e MSN nascer e morrer nessa montanha russa que é o universo digital, estava tão despreparada que com isso vieram comparativos tóxicos, "neuras" desnecessárias, padrões sociais e de beleza para segui-lós " à qualquer custo para me encaixar. Olhem só que absurdo, mas não podemos julgar porque um comparativo de uma jovem de 15 anos a uma mulher de 25 é algo infindável no quesito experiências de vida e inteligência emocional devido aos anos de vivência adquirimos no processo.


Tudo isso só por ser diferente das demais, mas com o tempo maturidade e alguns anos de terapia, estudos espiritualistas de reforma íntima e deixar que o meu eu, mostrar-se por inteiro que lhe confesso foi nesse momento da vida que definiu "quem eu sou" e o orgulho de onde cheguei.


Através do tempo que compreendi que tudo que passei deveria ser exatamente como como foi, sem tirar um ponto ou acrescentar uma vírgula. Afinal o que me torna a pessoa que sou são às experiências que passei na vida. Com o tempo você aprende que amor próprio é ser gentil e fiel com quem você é, não querer se comparar a ninguém, entender que cada ser humano é único e essa pluralidade de seres únicos que trás a graça de viver uma vida saudável e criar um núcleo social de amigos realmente fiel que lhe amarão e compreenderão suas escolhas e principalmente nunca tente ser aquilo que você não é, ainda por cima se for somente para agradar aos outros. Porque ao renegar quem é sua real essência, autenticidade, diversidade e pluralidade estará apenas se escondendo de si mesma, este será o pior machucado que poderá causar a si, pois é um ferimento no seu interno, íntimo e psicológico, porque existe beleza maior na vida que o amor-próprio é ele que irá fazer com que tu encontre o seu caminho, assim como eu encontrei o meu.


Essa é uma dica de sábado para quem está passando por tudo isso que eu já passei, ao compartilhar com vocês minhas experiências como ser humano e mulher me fazem crescer como pessoa e ajudam a mais jovens, sendo garotas, meninas ou mulheres a valorizarem suas identidades e unicidade porque é isso que fará que você consiga encontrar o seu caminho é através daí que deixará de se perder para sempre porque aceitar-ser é o significado de encontrar-se para a eternidade e valorizar a mulher que você é ou que um dia se tornará.



61 visualizações0 comentário
Post: Blog2_Post
bottom of page